
Foto: So Lonely, publicada aqui
A luz da manhã escancara e revela
os espaços vazios
lá, onde um dia houve alegria
agora, as cinzas preenchem os dias
e ventos frios abraçam as noites
de um peito ferido
resta o remorso dos erros
e um rosto marcado
expõe suas culpas e falhas
nas janelas do tempo,
sobra impresso o passado
na saudade de tantos momentos
porém agora
nada há de ser feito
o vento varreu o chão
apagou histórias e pegadas
e, do solo seco e rachado
não brotam riachos
nem vingam sementes
o futuro é desconhecido...
um imenso deserto
a trilhar calmamente
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